Dieta low-carb: uma mudança no estilo de vida

Conhecer os carboidratos e saber como inseri-los nas Dietas entram e saem de moda, estampando capas de revistas femininas como a última grande descoberta para salvar a saúde – e o projeto verão – de muitas pessoas. Porém, mais do que regras passageiras, algumas dietas podem fortalecer a saúde e promover uma verdadeira mudança de estilo de vida. Este é o caso da dieta low-carb que, quando adotada com sabedoria e sob a orientação de um nutrólogo ou nutricionista, pode eliminar do dia a dia alimentos com alto poder de desenvolvimento de doenças, como os ultraprocessados e os com excesso de gordura. Na prática, a dieta low-carb restringe a quantidade de carboidratos ingeridos ao longo do dia, dando mais espaço às proteínas e às gorduras. Porém, quem se propõe a adotar esse novo cardápio deve ter atenção à quantidade cortada e quais fontes de carboidrato serão eliminadas da rotina.


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Segundo o dr. João Merheb, nutrólogo do Hospital São Lucas Copacabana, os alimentos ultra processados, como biscoitos, pães e bolos, devem ser os primeiros a ser reduzidos ou, se for o caso, esquecidos. Além de também serem fontes de açúcar, eles trazem poucos nutrientes para o corpo e não proporcionam saciedade, o que faz com que as pessoas comam mais quantidades ou mais vezes ao longo do dia.

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“Tanto as proteínas quanto as gorduras boas trazem a sensação de que o estômago já está cheio e que a pessoa não precisa mais comer, porque já está saciada. Isso é benéfico, principalmente, para quem quer reduzir a gordura corporal”, explica o especialista. Além disso, a dieta low-carb também ajuda a prevenir o diabetes tipo 2, já que prioriza a ingestão de alimentos com baixo índice glicêmico – que promovem menores picos de insulina no organismo. Quanto mais insulina, maior a necessidade de o corpo receber alimentos com alto índice glicêmico, o que pode influenciar no desenvolvimento do diabetes. Em vez de carboidratos vindos de “fontes ruins”, devem entrar aqueles provenientes dos legumes, das verduras e das frutas. A abóbora, a batata-doce, a banana, a maçã, a cenoura, a ervilha e algumas leguminosas, como o feijão e a lentilha, são ótimas fontes de carboidrato, mas também devem ser consumidos com moderação, seguindo o plano alimentar proposto pelo especialista.


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Trata-se de uma questão de equilíbrio, para priorizar todos os grupos alimentares e ainda manter as fontes certas de carboidrato na dieta. A mudança, porém, deve ser feita com sabedoria e de forma bem pensada, para que não acabe prejudicando a saúde em vez de melhorá-la. Para o dr. Merheb, o primeiro passo é consultar-se com um especialista que, depois de uma análise corporal e do histórico de saúde, traçará o melhor plano alimentar dentro das expectativas do paciente. É preciso ter em mente que uma dieta ruim, com a presença de carboidratos de absorção rápida, pode alterar o ciclo de produção de insulina, tornando o organismo sensível às alterações de glicemia provocadas pela dieta. Nesse caso, apenas substituir as fontes de carboidrato pode não ser eficaz, sendo necessário um período de adoção de uma dieta very low-carb, ou zero carb, com a intenção de corrigir esse desequilíbrio – sempre acompanhada de perto pelo especialista. “Adotar qualquer tipo de dieta sem a supervisão de uma pessoa capacitada para dar orientação é brincar com a saúde sem necessidade. Muita informação disseminada por pessoas que se dizem especialistas nas redes sociais são equivocadas e podem gerar o efeito contrário, seja na melhora da saúde, seja na eliminação de gordura corporal”, explica o especialista.

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